
Inaugurado em 5 de julho de 1963, o Clube ARCI nasceu do sonho de um grupo de jovens que se reunia na "pracinha" do Ibes, em Vila Velha. No início, as atividades aconteciam em uma modesta sala de costura com capacidade para apenas 200 pessoas. No entanto, a limitação de espaço nunca foi um obstáculo para a alegria das festas, embaladas por vitrolas artesanais ao som de Elvis Presley, Paul Anka e, claro, da dupla Roberto e Erasmo Carlos.
Após décadas de história e diversas reformas, o clube consolidou-se em sua estrutura atual: um edifício de três andares com dois ambientes, capaz de receber até 1.500 pessoas, dependendo da configuração do evento.
O marco das icônicas "Domingueiras" do ARCI ocorreu em 1975, com a banda Woops. Já o primeiro grande artista nacional a subir ao palco foi Agnaldo Timóteo. Desde então, o clube tornou-se parada obrigatória para nomes de peso local, nacional e internacional, como Double You, 14 Bis, The Fevers, Renato & Seus Blue Caps, Golden Boys, Zeca Pagodinho, Blitz, Fundo de Quintal, Grupo Revelação, Blacksete, Máquina do Tempo, Sidney Magal e Uns & Outros.
Entre os eventos mais aguardados do calendário estão as festas temáticas "Dancin’ Days", "Nos Embalos de Sábado à Noite", o tradicional Baile do Hawaii, o Grito de Carnaval das Antigas e as noites "Somos Tão Jovens" e "Vinte e Poucos Anos".
“Quando falamos de atrações dos anos 70, 80 e 90, estamos descrevendo a essência da nossa programação atual. Em 2012, o clube se reinventou e passou a se dedicar ao público que já o conhecia e que, em sua juventude, lotava as nossas famosas domingueiras”, comenta o empresário Cláudio Mendes.
Hoje, o ARCI oferece uma estrutura revitalizada. Recentemente, o salão recebeu um novo piso, além de um moderno projeto de climatização e teto acústico. Segundo Cláudio, o investimento em parcerias estratégicas — envolvendo produção, iluminação, sonorização, segurança e marketing — foi essencial para conferir essa nova "roupagem" ao tradicional espaço social.